Souza: o joker do baralho tricolor.

Já há alguns anos no Tricolor, Souza já atuou em quase todas as posições do meio pra frente. Lateral, ala, meia, atacante e até de médio volante. Porém nunca se firmou. Eterno coringa do São Paulo, peça fundamental no banco, habilidoso e lá com as suas limitações e jogos irregulares, Souza parece que ganhou uma chance de ouro e na hora certa.
Nas partidas em que o São Paulo não pode contar com Cicinho no ano passado ele quebrou o galho, mas ainda tinha insistências, desobediências táticas, esquecia que estava ali de ala e não de meia atacante e deixava brechas na defesa. Entrava sempre improvisado, nunca treinava na posição, até que esse ano, sem Cicinho, Maurinho e Reasco, que só chega no segundo semestre, Souza é o titular da posição. E chance melhor ele não poderia ter por causa de Muricy, o transformador. Transformador de meias em alas. Na primeira passagem pelo São Paulo, o escolhido foi o portador de arma branca, Beletti. No Inter, Elder Granja e Jorge Wagner foram as "vítimas". No São Paulo chegou a vez de Souza, que conta com o especialista no assunto, melhora cada vez mais na marcação e apóia o ataque constantemente, além de bater bem faltas e cruzamentos. Precisa, claro, melhorar na cobertura de alguns setores, na volta, no bote, na marcação, mas acho que vai ficar claro pra ele, com a sombra de Maurinho e Reasco, de que essa é a sua grande chance, já que agora contaria ainda com a concorrência de Rodrigo Fabri para a vaga de meia.
Desde que ele chegou e que firulava sem objetivo e fazia gols espíritas de vez em quando eu criticava o Souza. Acompanho o trabalho dele faz uns dois anos de muito perto. Vi evolução, ele finalmente entendeu o conceito de grupo e de função, porque antes quando era deslocado em outra posição continuava jogando como meia. Nesse Paulista fica claro que ele se esforça e mostra progresso, com gols, faltas bem cobradas, ótimas assistências, menos egoísmo e mais serventia, além daquela habilidade que ele sempre teve, que lhe rendeu ontem quase um golaço de bicicleta, que não foi, mas é o trofeu pelo esforço. Se o Souza acertar a marcação e treinar o fundamento até fazer calo, suspeito que o São Paulo vai ter uma dor de cabeça muito saudável no segundo semestre.

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