É caixa!

O melhor euachismo jornalístico amador de futebol que você vai encontrar por aí.

terça-feira, março 28, 2006

Força Mestre.


Abro aqui um espaço para falar de uma das finas flores do futebol. Telê Santana. Sou são paulino e por mais criança que fosse, lembro com força de 92 e 93. Pelo lúdico do que a infância nos dá e pelo amor que o futebol nos provém, vivi uma cena bonita. Uma vez no aeroporto, encontrei com Telê Santana. Meu padrasto, palmeirense, me pegou pelo braço correndo e me levou ao encontro do mestre. Eu achei mentira Telê, que eu não poderia imaginar fora dos campos, na minha frente e pedi seu autógrafo. Aquela imagem me marcou e também me marcou Telê Santana pela história que me dera como torcedor para saber do meu time o amor que possuo.

O camisa 7 do Fluminense, que depois veio a ser técnico do Galo, Grêmio e depois São Paulo, além da Amarelinha, fez história. Nas seleções campeãs morais de 82 e 86, reuniu um dos times mais fantásticos que já possuiu o futebol brasileiro. No São Paulo, Telê deu nome internacional ao time e conquistou o mundo duas vezes. Nós, torcedores do futebol brasileiro, não podemos esquecer do Mestre. Pela sua história no futebol, pelas broncas nos craques, Telê não aturava erro de passe, pelas exigências de entrega ao time, pela artilharia e pela porradaria ao adversário que ele promovia. Telê que contrapõe os atuais técnicos coniventes com as regalias de atletas, ele que era duro como comandante e não aceitava menos que o máximo, que vi contra o Milan, contra o Barcelona, lição que vejo hoje nas mãos de Muricy, na época seu assistente que dirigiu o expressinho com a mesma fidelidade que Telê tinha ao futebol agressivo. Telê que contrasta com Mourinhos, Luxemburgos, Leões, Capellos, Rijkaards e Cia, porque para Telê a estrela era a bola. O resto, todo o resto, Raí, Sócrates, Falcão, Cerezzo e etc. eram finos acompanhantes dela.

Hoje Telê sofre de septicemia, em estado grave. Vítima de erros médicos do passado que lhe renderam a isquemia, Telê teve amputada a perna esquerda e sofre sem independência e sem a chama vital que ele transmitia ao futebol. Por isso, o mestre merece toda força do mundo, toda ajuda e se tudo der certo toda a esperança que ele devolveu às torcidas retornará a ele para ganhar um jogo de um jogador só. Se ficar, Telê, vamos torcer pela melhora e que ele possa ainda ver mais homenagens feitas em seu nome por torcedores de diferentes times, mas principalmente do meu tricolor querido que o sabe mestre e nas conquistas da Libertadores e Mundial de 2005 ouvi o estádio e os torcedores presentes no aeroporto gritarem Olê Olê Olê Olê, Telê, Telê, para que assim ele entenda a grandiosidade do próprio trabalho e tenha a paz de uma missão cumprida. Se for, iremos todos um pouco com ele. Para que fique marcada a imagem de Autuori, maestro das conquistas, feliz pela lembrança ao mestre e humilde, sabendo que ali ele era continuidade de uma história começada. Para que a bandeira singela que habita até os jogos mais morosos do São Paulo, num canto flamulando singular com os dizeres "Valeu Mestre" deixe viva a vontade de Telê de ver gol. Que na mente dos torcedores mais velhos que viram fique a saudade do reitor da maestria no gramado, nos que viram ainda crianças, como eu, fique a lição de paixão pelo futebol bem jogado, nos que não viram, que fique o desejo de ver Telê eterno no Tricolor, seja no Grêmio, Fluminense ou São Paulo e Galo e aos outros torcedores, que fique o respeito pelo Mestre do futebol fora das linhas. Que fique ainda, como maior lição, a eterna busca do gol e a insistência no mesmo, com classe e afinco, que vi em Miller, Raí, Palinha e até o Pintado ele transformou em bom volante. Mas que fique, principalmente, a paz que Telê merece ter consigo mesmo por entender que é, além de uma das figuras mais importantes do futebol mundial, um exemplo de vivacidade e verdadeira vitória. Exemplo vivo do futebol brasileiro que não deve aceitar não ser melhor do mundo, nem essa palhaçada financeira e organizacional que hoje é, desperdiçando tantos talentos para além mar. Que viva ainda em Muricy e talvez em outros técnicos as aulas dele. Telê Santana, que eu tive a oportunidade de ganhar um autógrafo no aeroporto ainda pequeno, merece toda homenagem de um craque, porque pra mim Telê foi um Pelé. Vai Telê, força mestre.

segunda-feira, março 27, 2006

Árbitro-Comentarista

O jogo entre Palmeiras e Corinthians nesse domingo foi longe de ser um clássico. Muito truncado, com o time alvi-verde batendo até na sombra dos jogadores. Tudo bem, existe a rivalidade, mas foi enfadonho. Mas eu não vou comentar nada sobre isso. O que mais me irritou foram os comentários do sr José Roberto Wright. Jesus do céu! Eu aposto a minha mãe esquerda que o cara estava com uma camisa do Corinthians por baixo da que ele estava vestindo. Em um jogo em que o trio de arbitragem fez uma lambança, o cara foi totalmente parcial. Falou tanta asneira que chegou ao ponto de irritar o Cléber Machado. O segundo tempo foi uma grande discussão sobre o gol anulado. Tá certo, ninguém entendeu, mas peraí! Quando o goleiro do Corinthians foi repor a bola e a colocou pra dentro, ele disse que o “ângulo não favorecia o julgamento”. Quando o Marcus Vinícius deu uma cotovelada no Washington dentro da área, ele não falou nada. Em dois lances iguais, dentro da área, “Nilmar foi seguro”, enquanto “Marcinho Guerreiro simulou”. Mas foi como ele mesmo disse: “eu tenho autoridade pra falar, faço parte da federação, sou um árbitro atualizado”. E parcial! Grande coisa!

Eu já estava acostumado com a Globo transmitindo todo e qualquer jogo do Corinthians. Não interessam os outros jogos, só os do Corinthians. Mas pô, estão jogando São Paulo e Palmeiras, jogo decisivo. Não importa, a Globo transmite Corinthians X Ribeirão Claro, fase classificatória do Torneio Santa Rosa, o primeiro campeonato com nome de mulher reconhecido pela Fifa. Mas tudo bem. Agora, agüentar os comentaristas corinthianos já é demais.


Talvez o Corinthians tenha sido mesmo prejudicado pela arbitragem. Mas eu acho que eles devem ficar bem quietos, afinal, eles “ganharam” o “Campeonato Brasileiro de 2005” no campo. Só jogando bola...tá bom então...

sábado, março 25, 2006

Eu quero ver gol

Não precisa ser de placa, eu quero ver gol. Mas se for de placa é melhor ainda. Faltam 76 dias para o início da Copa e gols de todos os jeitos têm que aparecer. De pé direito, de pé esquerdo, de cabeça, de ombro, de coxa, de barriga (lembro de Raí e Renato Gaúcho), da pequena área, de fora de área, e até de mão (não preciso comentar aqui de quem me lembro), se o juiz não vir, ta valendo. Lembro agora de alguns golaços que vi em Copas. Acompanhei apenas 4, mas foram suficientes pra lembrar de algumas pinturas. Uma delas, foi aquele golaço de Denis Bergkamp nas quartas-de-final da Copa de 98. Frank de Boer deu um lançamento primoroso de 50 m, Bergkamp recebeu, deu um corte e matou Ayala. Aí só rolou. Um golaço. Isso foi aos 43 minutos do segundo tempo e acabou com o sonho do tricampeonato argentino. Mas citar belos gols e tenho que falar dos gols do Brasil contra a Holanda em 94. Foram três gols perfeitos. Um de Bebeto, num passe do Dunga. Outro do Romário, num passe de Bebeto e por último aquela pancada do Branco, que contou com a inteligência do Romário que só tirou as costas pra bola entrar no cantinho. Coisa de gênio. E o gol do Bebeto contra os EUA. Na minha opinião, o mais importante daquela copa, uma vez que o Brasil jogava com um jogador a menos. Romário limpou 3 e soltou Bebeto. Pronto, estávamos nas quartas-de-final. Outros golaços não saem da minha memória. Na última copa, o gol mais bonito foi sengalês. A bola foi roubada na área deles, e com toque de primeira chegaram até a área da Dinamarca. Um gol perfeito, rápido, com muito toque de bola. Na mesma copa, o Brasil produziu alguns golaços, como aquele do Edmilson contra a Costa Rica. Um voleio de costas, quase uma bicicleta. Sem deixar de esquecer dos 3 últimos gols do Ronaldo na Copa. Um contra a Turquia, de biquinho, e os outros dois contra a Alemanha. Não foram lindos gols, mas pelo grau de importância, tornaram-se golaços. Dizem que Ronaldinho Gaúcho precisa vencer uma copa pra conquistar de vez o mundo. Mas peraí, ele já ganhou quase sozinho um jogo. Fez um gol e deu passe pra outro, que além de importantes foram lindos. No primeiro, deixou Campbell, da Inglaterra, deitado no chão. Rolou pra Rivaldo, que com muita categoria só tirou do Seaman. No segundo, quando todos achavam que cruzaria a bola, Ronaldinho foi genial. Mandou a bola no ângulo do arqueiro inglês. E tem gente que fala por aí que ele tentou cruzar. O cara é gênio, não erraria naquela hora. Errou depois ao ser expulso. São muitos gols numa Copa. Quero ver recordes de gols, quero acompanhar de perto todos os golaços. Depois da copa voltamos a falar dos mais lindos gols.

quarta-feira, março 15, 2006

A bela e a fera.


O clássico do domingo foi a prova final que eu precisava. O Corinthians não é mesmo um time. É qualquer outra coisa, um negócio, um trampolim, uma vitrine, uma fachada, um esquema, tudo menos um time. Claro que o São Paulo tem todos os méritos, porque não enfrentou qualquer time e vinha de derrota pro São Bento, praticamente humilhante. E em clássico os favoritismos cedem à rivalidade.

São Paulo, com 3 desfalques soube ser um time. O Corinthians, com um que na verdade nunca fez muita coisa contra o São Paulo, não. Sem Lugano, Fabão e Júnior, praticamente todo o sistema defensivo do São Paulo, havia aqueles que temiam um chocolate alvinegro. Que nada. Organizado, apesar de dois zagueiros jovens e inseguros, o São Paulo foi mais compacto e na hora de chegar ao ataque se movimentava mais. No primeiro tempo não se viu Corinthians que na hora de ter Ricardinho, único homem de armação, teve Josué. Isolados no ataque, Nilmar e Rafael Moura correram, correram e não viram a bola. Com um time pomposo, milionário e cheio de estrelas, o Corinthians era a Bela. Com um time eficiente, rápido e consistente, agressivo e toque de bola europeu, o São Paulo era a Fera.

Ficou no ar uma incomprrensão: António Lopes colocou 3 zagueiros num time que sabe atacar e assim compensa as falhas do seu sistema defensivo. Medo do São Paulo, que joga com 3 zagueiros há séculos e sabe o valor de seus alas, alas que Antonio Lopes não soube ao certo eleger quais seriam e, ao invés de soltar Ricardinho ao lado de Roger, por problemas políticos, Roger não entrou. Pelos mesmos problemas políticos, Johhny Herrera, aquele goleiro patético cedeu vantagem ao São Paulo que atacou sem dó. Depois de perder muitas chances, o São Paulo complicou o que parecia fácil porque estava fácil demais então porque não arriscar belos gols? Aí Muricy foi à loucura. Nilmar destoou. Era ele e só. Enquanto o Corinthians não tem time, e como diz o Juca, tem um bando, o São Paulo tem um rolo compressor de falhas aparentes. E pode por o Tevez. O Corinthians não tem time e não é de hoje. A melhor apresentação alvinegra desse ano não passaria pela eficiência e criatividade tricolor, com pitadas de obediência tática.

Pior pra eles.

segunda-feira, março 13, 2006

Torcer contra ou a favor?

Torcidas ganham jogos e perdem jogos. Foi isso que falou Flávio Prado no jogo de quarta passada do Palmeiras, enquanto já rolava o do São Paulo no Morumbi. O jogo no Morumbi tinha começado, eu estava na arquibancada e logo pelo monstrão do placar eletrônico eu acompanhava Palmeiras 1 x 0 América. Normal, não esperava outra coisa. De repente, com a bola no meio campo sem grandes emoções o Morumbi vibra gol. Claro. América 1 x 1. A cena se repetiu mais 3 vezes, quando o América venceu por 4 x 1. Ali tinha coisa. Eu nem sabia do que se tratava porque não vi o jogo mas achava que era muito pouco provável o acontecido. Fazer o quê? Perdeu, perdeu ué.

Ao mesmo tempo, nos pouco mais de 30 mil torcedores que viriam pela primeira vez o retorno do Campeão Mundial às suas duas casas, o Morumbi e a Libertadores, uma cena me chamava atenção: atrás de mim, alguns desavisados iam vaiando e criticando o time. O atual campeão do torneio era criticado como se estivesse perdendo de 4 a 0 e não ganhasse nada há mais de 20 anos. Pensei lá comigo, porque vem ao estádio? O São Paulo ganhou por 4 x 1, claro, com algumas falhas e desperdícios, mas o papel do torcedor que vai ao estádio é empurrar o time pra vitória. A torcida do São Paulo, que é especialista em lotar com 70 mil torcedores em Libertadores não pode agir assim, claro que foram atos isolados, mas não pode. Os jogadores já cansaram de declarar que a presença e a força da torcida é muito importante. Vai lá pagar 30 paus pra que? Aliás, pra que cobrar 30 paus e não lotar o estádio? Não dar chance de comprar quem não tem sobrando e dar aos torcedorezinhos idiotas e corneteiros a chance de cantar mais alto o fracasso do seu time? Qualé.

Em tempo, fiquei sabendo que a torcida do Palmeiras simplesmente gritou olé no Parque Antartica, mas pro América. O centro do time é o técnico que manda e desmanda. Quando ele é chamado de burro pela torcida aos 15 minutos da primeira etapa, o time desestabiliza. Não é azar só de palmeirense e sãopaulino, não. Toda torcida sofre com a torcidinha. Enquanto isso, os torcedores da Lusa e do Juventus, que em baixo número vão apenas para desejar melhor sorte, têm algo a ensinar. Se torcida pode ganhar jogo, pode também muito bem perder.

Duas coisas rapidas...

Domingo, 12 de março. Tenho duas coisas bem rápidas pra dizer. Uma é que o Corinthians se resume a um cara só: Nilmar. Hoje no jogo ele foi o único que jogou. Só deveria ter batido o pênalti. No rebote, quase marcou. Uma pena que na frente dele tinha Rogério, ao contrário de Danilo e André Dias que na frente deles tinha o péssimo Johnny Ridículo Herrera.
A outra coisa é a seguinte: entrem nesse site: ( http://www.radiobandeirantes.com.br/golreplay/index_mais8.asp ) e sintam um pouco a emoção da Copa. Ná pagina ouçam o gol do Adriano na final da Copa América de 2004. É de arrepiar.

sexta-feira, março 10, 2006

Gordo indo embora...

É, pelo que parece, finalmente os dirigentes do Real Madrid constataram que o "fenômeno" deixou de ter esse apelido há um tempão. O cara tá fora de forma, o que acaba resultando em apresentações ridículas e sem gols. Só se ouve falar no nome dele quando pega alguma mulher nova. Vai ser ator da Globo então. Apesar da altíssima multa de rescisão contratual (US$ 100 milhões), acho que agora vai. Segundo ele mesmo, deve sair no final da temporada. Apesar disso, Inter de Milão e Milan já se interessaram pela contratação do "craque". Eeeeeeta gastação de dinheiro! Além dele, o novo possível técnico, Fabio Capello, já está solicitando novas dispensas: Helguera e Salgado e os veteranos, Roberto Carlos e Zidane. Na minha humilde opinião, o Roberto Carlos também já deveria ter se aposentado. Só não concordo com a dispensa do Zidane que, pra mim, ainda come a bola.

Bom, concordo em gênero, número e grau com a dispensa do Gordinho. É claro que é bem improvável, mas o Parreira bem que podia manter esse espírito e nem convocar o "fenômeno" pra Copa. Eu não vou sentir falta. Você vai?

Para ilustrar melhor minha opinião, vou fazer uso da letra de uma música do NOFX (boa banda, inclusive) chamada Dinosaurs Will Die - "The dinosaurs will slowly die and I do believe no one will cry. The time has come for evolution. Extinction never felt so good." É claro que não to desejando a morte de ninguém, mas vale a metáfora...

quinta-feira, março 09, 2006

Se fosse sempre assim...

Poderia ter nos estádios apenas os gritos da torcidas, além do futebol, é claro. É lindo ver e ouvir a torcida do Corinthians gritar "Corinthians, Corinthians minha vida, Corinthians, minha história, Corinthians meu amor..." Arrepia de verdade ver e ouvir a torcida do São Paulo soltando um grito que não sei direito como é (me ajudem). Eles pulam de um lado pro outro gritando "... vamos São Paulo, vamos ser campeão...". É bonito, e ontem foi demais no Morumbi. Sem deixar de falar desta mesma torcida entoando o nome do Telê na final da Taça Libertadores do ano passado. Foi emocionante, apesar de eu não estar lá e não ser são-paulino. Poderia ser sempre assim nos estádios. Uma pena que eles insistem em sair na porrada, brigar, matar. É muito saudável a gozação. Mas paremos por aí. Deveriam pelo menos. Quero escutar mais gritos na arquibancadas. Uma vez estive do lado de fora do Maracanã, na final da Taça Guanabara de 2004. A torcida do Flamengo cantando Poeira foi fantástico. Queriam me vender o ingresso por R$ 100. Quase paguei só pra ver aquela maravilha.
E domingo agora tem Corinthians e São Paulo no Morumbi. Espero ver apenas os gritos das torcidas. Espero também que o timão vença nas arquibancadas e no campo.

Se fosse sempre assim...

Poderia ter nos estádios apenas os gritos da torcidas. É lindo ver e ouvir a torcida do Corinthians gritar "Corinthians, Corinthians minha vida, Corinthians, minha história, Corinthians meu amor..." Arrepia de verdade ver e ouvir a torcida do São Paulo soltando um grito que não sei direito como é (me ajudem). Eles pulam de um lado pro outro gritando "... vamos São Paulo, vamos ser campeão...". É bonito, e ontem foi demais no Morumbi. Sem deixar de falar desta mesma torcida entoando o nome do Telê na final da Taça Libertadores do ano passado. Foi emocionante, apesar de eu não estar lá e não ser são-paulino. Poderia ser sempre assim nos estádios. Uma pena que eles insistem em sair na porrada, brigar, matar. É muito saudável a gozação. Mas paremos por aí. Deveriam pelo menos. Quero escutar mais gritos na arquibancadas. Uma vez estive do lado de fora do Maracanã, na final da Taça Guanabara de 2004. A torcida do Flamengo cantando Poeira foi fantástico. Queriam me vender o ingresso por R$ 100. Quase paguei só pra ver aquela maravilha.
E domingo agora tem Corinthians e São Paulo no Morumbi. Espero ver apenas os gritos das torcidas. Espero também que o timão vença nas arquibancadas e no campo.

terça-feira, março 07, 2006

"Ela vem chegando e feliz vou esperando..."

Este trecho dessa música explica um pouco a minha ansiedade por começar logo a 18ª Copa do Mundo de futebol. Não vejo a hora que a bola role nos gramados alemães. Sentir na pele toda emoção de cada país, de cada seleção, de cada povo, de cada jogador. O sorriso estampado no rosto de cada um que está lá e também no rosto de cada indivíduo do mundo. Mesmo os que odeiam futebol, acabam acompanhando (não é Alex?!?). Futebol é o principal, mas não é tudo neste evento. Amizades se formam, emoções vão além das quatro linhas, países diplomaticamente separados se unem (vide o confronto entre Irã e Estados Unidos, na Copa de 98). Enfim, Copa do Mundo é extremamente empolgante. Acompanhar os 5760 minutos de futebol, nos 64 jogos, não cansa, muito pelo contrário, estimula a cada minuto que passa. E para essa Copa de 2006 tudo pode acontecer. O Brasil é favorito, mas não está sozinho com essa responsabilidade. Temos Inglaterra, Itália, Holanda, Argentina e Portugal. Teremos ainda algumas boas surpresas como Estados Unidos, República Tcheca e Costa do Marfim. Temos ainda, Espanha, Sérvia, França, México... Não citei a Alemanha, pois não acredito que chegue lá através do seu futebol. Deve chegar sim, infelizmente, por toda a política que envolve uma copa. Por ser país sede todos querem que chegue a final e seja campeão. Mas com um técnico como aquele, pelo futebol, dificilmente chega lá. Vamos torcer para que o futebol prevaleça.

domingo, março 05, 2006

Verdinho

Assisti o jogo do Palmeiras na minha casa, em São Carlos. Ao chegar em São Paulo, li a seguinte manchete no Jornal AGORA! - Santos X Palmeiras: o jogo que vale a decisão do campeonato. Essa era a exata sensação que eu tinha antes da partida. Dando uma olhada na tabela, dá pra se ter essa noção. O Palmeiras tinha um jogo a menos que os dois primeiros colocados, e estava apenas 2 pontos atrás do líder Santos. Sendo assim, uma vitória colocaria o time alvi-verde em 1º lugar, continuando com 1 jogo à menos. Além disso, os 2 próximos jogos do Palmeiras são América e Portuguesa. Levando -se em conta a classificação desses adversário no campeonato, seriam 6 pontos fáceis de serem conquistados. Isso deixaria o Palmeiras com 4 pontos de vantagem para o 2º colocado (isso se o Santos ganhasse todos os seus jogos), estando a apenas 4 rodadas do final. Porém, como já era de se esperar, o Palmeiras nesse domingo mandou às favas essa chance de disparar na tabela. No jogo contra o Santos, o time jogou um excelente 1º tempo, segurando com alguma sorte os ataques do adversário. Veio o 2º tempo, o Luxemburgo fez algumas substituições e o Palmeiras parou de jogar. Fizeram 2 pênaltis (apesar de o Wright ter dito que um deles tenha sido fora da área) que não foram marcados, até que o "São" Sérgio no meio de semana deu um "quase-soco" no Wendel que resultou na marcação do pênalti. Léo Lima bateu e converteu, dando a vitória pro Santos.

O Palmeiras mais uma vez deixou escapar uma chance preciosa. Parece que a galera desencanou de ganhar títulos. Eu realmente achava, no começo do campeonato, que o Palmeiras seria campeão, mas o time insiste em me pregar peças. O time ainda é tosco. Eles têm que comer muito arroz e feijão se quiserem ganhar alguma coisa. Apesar de tudo o time alvi-verde é sortudo, já que São Paulo e Corinthians foram ridículos também - empataram e perderam. Pena que, aparentemente, isso não vai valer de nada...

quinta-feira, março 02, 2006

Parreira misterioso.


A seleção possui dúvidas. No Lance! o PVC escreveu que o quarteto mágico que jogou junto apenas uma vez pode preocupar pela falta de entrosamento. Já cansamos de dar palpite aqui sobre qual seria a seleção perfeita. Mas o Parreira pode estar fazendo segredo.

Jogadores chave como Ronaldo, Cafu e Roberto Carlos, além de Dida, que convenhamos não sairão da seleção por nada, tem tido atuações irregulares nos seus clubes. Reza a lenda que estão se guardando pra Copa. Rogério Ceni, no seu pior defeito, o de falar demais, já deu motivos suficientes para não ser convocado nem pro churrasco da seleção, porém com seus méritos técnicos continua sendo chamado aqui e ali e Parreira não diz que vai nem que fica, mesmo tendo todos os motivos pra cortá-lo.

O assédio de informações sobre o Brasil e a notícia aos quatro ventos de que é a favorita e não tem pra ninguém acaba gerando uma superexposição da seleção. O time que o Parreira escala traz severas dúvidas na cabeça de todos e tem jogadores extremamente limitados e outros tanto injustiçados. Será que Parreira vai montar uma seleção surpresa e até agora anda despistando os olhares mais preparados? Será que o Parreira não chama o Gaúcho há algum tempo já pra não entregar o jogo? Será?

Como sou um cara de personalidade meio sonhadora misturada com teorias de conspiração, tenho esse palpite. Seria no mínimo interessante. Afinal, não é possível o Parreira ficar com aquela cara de jaca velha e tranquila toda vez que perguntam isso e aquilo e nunca se irritar. Pra mim, ele olha com aquela cara de "estou guardando o casal maior na manga pra hora do truco". Pra mim ia ser animal ver o Parreira revolucionar depois de tanto tempo como um bundão oficial. Só resta esperar.

Guerra fora de campo, quem sai perdendo?

Os amantes do futebol e principalmente a Fiel Torcida, está assistindo a uma guerra que parece não ter fim. Pessoas que deveriam ter os mesmos interesses, mesmos objetivos, estão remando para lados opostos. De um lado o Senhor Feudal, ops. Presidente Alberto Dualib, de outro o Ganster, ops. Mrs. Kia Jorabichian, sargentão da enigmática, mas milionária MSI.
E a mais nova batalha desta guerra, que já teve dentre seus longos capítulos, temas como vaidades, dinheiro, poder... Agora tem seu foco voltado para um Ídolo da torcida corinthiana, Marcelinho Carioca. Amado por muitos, odiados por tantos outros, Marcelinho esta sendo usado pela diretoria do Parque São Jorge, para uma demonstração de poder por parte do Presidente, que todos sabemos, já não tem mais voz ativa no departamento de futebol do clube, que foi arrendado, pelo período de 10 anos, a MSI, onde quem manda atualmente, é o novo ídolo da Fiel Mrs. Kia. O jogador esta no meio de um turbilhão político no Parque São Jorge, o Presidente Dualib está repatriando esta lenda viva corinthiana, o jogador que mais ganhou títulos, vestindo a camisa do Timão, no entanto, esta passando por cima do seu parceiro
(MSI) que não aprova a contratação; do seu treinador, que nas entrelinhas deixa claro que não quer, contar com o atleta; do o grupo de jogadores, muitos com rixas antigas com o Pé de Anjo, e o mais triste, esta passando por cima da história que este atleta ostenta no clube, pois hoje com 35 anos, não terá vaga no time, que conta com jogadores de primeira linha, que estão no auge da forma física, manchando assim o currículo do jogador, perante a torcida, apenas por capricho, vaidade e uma tentativa frustrada de reaver algum resquício de poder, que ele próprio vendeu, para saldar dividas feitas em sua gestão.

Escrito por Otavio Lazzuri