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quinta-feira, maio 25, 2006

O Genial 3-7-0.

Provavelmente, quem ligar a TV ou comparecer ao Morumbi na noite de hoje no jogo entre Internacional e Corinthians vai ver um revolucinário esquema tático. Ou será sistema?
Eis que o futebol moderno produziu um efeito fantasma nas equipes. A exigência física, o ritmo de jogo intenso, as contusões, convocações, lesões, multas, indisciplinas e agenda de jogos sempe lotada fez com que os reservas sejam praticamente titulares e os titulares sempre obrigados a ficar na reserva. Sempre foi assim, claro, mas hoje o turn over está a todo vapor.

Assim acontece com o Corinthians, que já não é uma beleza de planejamento e organização. Pela Copa, Mascherano e Ricardinho desmantelaram o meio campo e Tevez o ataque. Nilmar, por contusão, ajuda a desfazer o setor ofensivo e Carlos Alberto, por um misto de indisciplina, multa e lesão, completa o abismo do meio pra frente, sem contar Rafael Moura, suspenso pelo terceiro amarelo, o mais normal.

Com isso, o Timão que já não tem defesa fica também sem ataque. E o melhor de tudo, contra um dos favoritos ao título. Exceto pela ausência de Rafael Sóbis, o Inter vem com força titular. Aí é que Geninho pode fazer justiça ao nome ou inustificá-lo. Um pouco por necessidade e um pouco por criatividade, desenvolveu o 3-7-0. No Corinthians, 3 zagueiros nunca é demais. 7 homens de meio campo congestionando e se revezando no ataque, com subidas esporádicas e surpresas, além da estréia decadente de Marcelinho Carioca.

Pode ser genial, revolucionar o futebol moderno, uma nova laranja mecânica. Pode também ser um fiasco. Algo me diz que na atual situação, o 370 está sendo colocado em campo no momento errado, sob pressão, com os jogadores errados e assim não deve render muitos aplausos. Mas, veja só, imagina a seleção brasileira no 3-7-0? Genial.

quarta-feira, maio 24, 2006

O fantasma de 94

"Um futebol triste, contido, feio."

Essas foram as palavras do Tostão. O Tostão da frase de Armando Nogueira: "A tabelinha de Pelé e Tostão é a prova de que Deus existe." - esse Tostão. Palavras ditas por Tostão num comentário sobre a Copa de 94, vencida pelo Brasil e como muito se falou do episódio da morte de Telê, a Copa que poderia ser perdida se a de 82 fosse vencida.

Esse é o fantasma de 94. Quando Parreira diz que não é louco de jogar com 5 homens na frente (ele muito certo) numa Copa onde todos devem jogar com 10 atrás, ressoa na memória a presença de um fantasma pouco assustador, mas que comprometeria a beleza do jogo.

O medo de que talvez na Copa com maior nível técnico desde 82, a seleção jogue como 94. Não que seja ruim ganhar a Copa, longe de mim, mas todos queremos ver sobrar o Ronaldinho Gaúcho, o Kaká, Ronaldo, Adriano e os outros. O que se busca, talvez, seja o meio termo entre 82 e 94. Uma tarefa difícil, certamente difícil diante dos fantasmas 94 e o de 82.

Sobre esses assuntos, opiniões surgem. José Trajano diz que queria ver uma seleção para dar show, mesmo que uma repetição de 82. Afinal, já temos 5 campeonatos. Parreira, certamente sob a filosofia do 1x0 até o fim, discorda dele. O que é melhor? Ver a seleção provar ao mundo que é a pentacampeã porque possui um futebol místico que ninguém imita e podemos nos dar ao luxo de perder uma Copa para entreter o planeta ou ver a seleção provar que é hexacampeã porque sabe vencer adversários?

Que o futebol é uma competição, certamente ninguém duvida. Mas a Copa do Mundo me gera a dúvida se o futebol não se torna uma exibição. Cruyjff disse que para ele a seleção brasileira de 82 foi "a verdadeira campeã, para sempre". Quando se fala em 82 com boleiros mais velhos, eles se exaltam, emocionam, se elevam e mistificam as palavras, para, enfim, soltarem um suspiro de derrota, não só do time, mas um sentimento de condolência com o futebol como um todo, como se ali tivesse ficado claro que o futebol e arte não podem coexistir.

Quando se fala de 94, os boleiros lembram do futebol triste da Copa, não só do Brasil, do futebol triste, feio que Tostão comenta. Se lembram das parcas jogadas que enchem o pulmão de ar, fazem sair do sofá e olhar para os lados não crendo no rumo da bola, para enfim, lembrarem do grito entalado finalmente liberto de tetracampeão e, como um reconhecimento tardio, um parabéns não pelo futebol, mas pela taça aos jogadores que souberam abdicar do futebol para levar a taça.

Fica a expectativa de saber se há uma maneira de o Brasil repetir 70, com o futebol de 82 e a taça de 94. Fica ainda a esperança de ver seleções abusadas e excelentes, buscando pelo resultado com a bola e não com a canela. Fica a esperança de negar que Copa do Mundo e futebol são coisas diferentes, de negar o fantasma de 94, de negar o de 82, levar a Copa com brilho e raça, evitar estar muito sóbrio ou extremamente ébrio. Sim, sou um sonhador.

terça-feira, maio 23, 2006

Campeonato Brasileiro

Em tempo, é hora de fazer uma atualização do Brasileiro, que ficou um pouco esquecido pelo frisson da Copa e pelas semi da Copa do Brasil.

No fim de semana, a rodada separou 4 líderes empatados em pontuação. Com jogos bons e com 30 gols em toda a rodada, o que aconteceu de mais significativo foi o seguinte:

Santos 0x1 Fluminense
O Fluminense acabou com a invincibilidade do Santos, deixando com esse status só o Cruzeiro. O curioso é que, de todos os gols do Santos nesse Brasileiro, 6 foram contra dos adversários e o gol da vitória do Fluminense foi contra. Ainda é cedo pra deduzir a famosa sorte de campeão.

Palmeiras 2x1 Santa Cruz
Procurando a reabilitação, as duas esquipes que iluminam o fim da tabela duelaram e o Verde levou a melhor. Consegue a primeira vitória no torneio e soma 4 pontos, enquanto o Santa, apenas 2. Foi a estréia do Tite, que quarta pega o São Paulo.

Internacional 2x4 Figueirense
O Fiqueirense vai aprontando goleadas pra cima dos grandes e dessa vez a vítima foi o Inter, que de novo, com a chance de assumir a liderança, vacilou. Parece um trauma, neurose por repetição.

São Paulo 1x0 São Caetano
Num placar magro e com uma arbitragem triste (o juiz fingiu que não viu o tae kwon do do Triguinho no Souza dentro da área) num jogo frio, o São Paulo afastou o fantasma do Azulão que sempre apronta. Chega a 12 pontos e é o quinto, com um a menos que os líderes.

Vasco 2x4 Corinthians
Ao invés de fazer o terceiro, o Vasco ficou satisfeito com seus dois enquanto o Corinthians, que tem Nilmar, quis 4. Num jogo com 5 expulsões e pênaltis bem marcados, o time paulista se recuperou no jogo e na tabela. Reestréia do Geninho, que encontra velhos amigos de 2005 na quarta: o Inter.

Fortaleza 1x1 Paraná
Duas equipes que entenderam o que faz do Goiás uma boa equipe, mesmo com desmontes. Com times bem estruturados na medida do possível, ficaram no empate no Castelão. Vão, assim como Vasco e Flamengo, juntando uma boa terra batida pra não cair.

Atlético Paranaense 2x3 Goiás
O Goiás venceu na difícil Arena e afundou o Furacão na lama. São 7 derrotas consecutivas e crise instalada para o vice campeão das Américas. Impressionante como as coisas mudam rápido no futebol brasileiro. Fruto de desmanhces atrás de dinheiro.

sexta-feira, maio 19, 2006

A ponta da lança.

É a grande força da seleção brasileira, o ataque. Não dá pra criticar o Parreira. Não dá. A escolha foi a óbvia, com a única dúvida no substituto. Claramente, o ataque da seleção não passa por bons momentos em seus clubes (à exceção de Fred), mas ainda sou da opinião que a camisa da seleção muda isso, o que pode até dar respaldo à escolha do Ricardinho. Mas eles são os responsáveis por converter todo o favoritismo em resultado. O mundo inteiro vai cobrar da dupla de ataque brasileira e são dois solitários tendo um esquema montado para que façam o gol. Do Ronaldo nós sabemos que decisão é com ele. Adriano fez bonito na Copa América. Resta saber se a dupla vai dobrar as zagas adversárias.

Atacantes

Ronaldo - vive sob as mesmas circunstâncias de 2002: recém saído de contusões, em maré baixa de gols, fora do peso, desacreditado e criticado. Em 2002 ele estava ainda mais gordo do que já está e fez o que fez. Decidiu a Copa, foi o centro avante referência do Brasil e tem tudo para fazer valer sua arrogância e transformá-la em gols. É sempre perigoso quando está concentrado e raramente perde gols cara a cara com o goleiro.

Adriano - com características parecidas com as de Ronaldo, ainda acredito ser estranho manter os dois como dupla. Mas certamente os dois darão muito trabalho. O que diferencia Adriano é a força bruta e a velocidade. Chuta de fora da área e quando acerta o gol, pode por o goleiro na frente que vai todo mundo junto para dentro. Trombador, raramente perde divididas e aos trancos e barrancos já fez golaços. É o atacante que não precisa da CNTP pra fazer gol. Pode acabar cobrindo ocasionais sonos do Ronaldo e até do time inteiro. Decisivo, é mais um chamariz para marcação, o que deve deixar todos com marcação individual ou por zona. Acho difícil existir muita cobertura se Parreira posicionar o time ofensivamente.

Robinho - Pode fazer tudo aquilo que o Denílson fazia só que com a sutil diferença: ele faz com o bjetivo de fazer o gol. Substituto perfeito para dois atacantes maiores e menos ágeis, pode confundir com jogadas de efeito e se entrar como terceiro atacante certamente vai desestruturar um ou dois marcadores. Muito rápido e constantemente em aprimoração, Robinho deve servir para jogos mais rápidos.

Fred - Um misto de técnica e posicionamento fazem dele o dono da vaga que estava sendo disputada por Ricardo Oliveira e até Nilmar, dizem por aí. Goleador no Lyon, assim como foi no time fraco do Cruzeiro, ele é um atacante de características mineiras. Sem chamar muita atenção, ele vai que vai e também não espera as CNTPs. Criativo sem perder a objetividade, supre imediatamente os possíveis deslizes.

Criadores de luxo.

São eles os responsáveis por não serem tão responsáveis assim. Para criar as jogadas, chegar ao ataque, cobrir espaços na marcação e até mesmo fazer macaquices em jogos ganhos, Parreira não teve do que reclamar. Com alguns dos melhores meias do mundo, sendo um deles o melhor jogador do mundo, a unanimidade é tanta que nem dúvida gerou. No setor menos carente da seleção na história, talvez esse seja um dos mais ricos. Mas Parreira é Parreira, e onde caminha tem seus meios bizarros e apronta as suas. Vamos a eles.

Meias ofensivos

Kaká - Certamente um dos melhores meias em atividade. Ninguém tem dúvida do seu lugar na seleção: arma, corre, marca, ataca e chuta com perfeição. Para armar jogadas junto com Ronaldinho Gaúcho e deixar os atacantes na cara do gol, ou pelo menos perto dele. Kaká atingiu uma maturidade tanto física, quanto técnica e emocional que ajuda a fazer aquilo que confunde qualquer sistema defensivo porque ele, junto com o resto ofensivo da equipe também é referência de finalização. Em qualquer pé que a bola caia no meio, está o perigo.

Ronaldinho Gaúcho - Apesar de dispensar apresentações, o melhor jogador do mundo ainda não fez uma partida na seleção com a liberdade com que joga no Barcelona. Não que isso seja um impedimento para seu rendimento, mas certamente ele tem uma soma de tarefas maior que as que possui no Barça. Mesmo assim, considero o esquema do Parreira interessante porque apesar de não dar velocidade e liberdade suficiente para seu talento, é mais que provado que ele não precisa de espaço para jogar. Isso deve atrair marcadores para ele e liberar os atacantes, ou então, sobrecarregar a marcação na defesa adversária e aliviar o nosso sistema defensivo. Numa mudança de esquema, sem pressionar ofensivamente, é o principal jogador para o contra ataque. Não seria tão pecado dizer que fica fácil ser técnico.

Juninho Pernambucano - Fez o Lyon 7868765788 vezes campeão da França, é ídolo absoluto na terra de Zidane e bate faltas milimetricamente como Rogério Ceni e Ronladinho Gaúcho, mas talvez com mais potência que o primeiro e mais regularidade que o segundo. Organizador exímio do meio campo, prefere a posição de volante mas a modéstia não impede que seja um meia ofensivo de muita qualidade. Tem a famosa versatilidade que Parreira gosta e que combina com a não menos famosa coerência do professor. Juninho pode entrar no lugar de um dos volantes e dar qualidade à criação sem deixar muito deficitária a marcação de meio campo. Um reserva de dar inveja em muito titular.

Ricardinho - Aí é que Parreira apronta, na minha opinião. Pode-se dizer que o lugar dele é nos meias de marcação e que o Zé Roberto é nos meias ofensivos, mas acho que a idéia do Parreira era a de utilizar o Ricardinho como coringa, então preferi segmentar aqui. Pode dizer que ele é o homem de confiança do Parreira, pode dizer que ele cadencia o jogo bem, pode falar o que quiser, mas por dois critérios, momento e qualidade, ele perde de longe para Alex que ninguém sabe direito porque Parreira não gosta. Todo mundo sabe que Ricardinho é desagregador, caçador de assunto, criador de caso. É um ótimo jogador, mas não passa por fase boa e muito menos é melhor que Alex. Longe de mim, mas se o Gaúcho se machuca, quem entra no lugar dele? O Ricardinho? Ficaria mais tranquilo com o Alex.

Os administradores do risco.

A parte de trás do meio campo não apresenta muita novidade, quase impossível num esquema 4-4-2 que praticamente não joga junto há 4 meses. Com a tarefa de dar o primeiro combate de verdade na marcação, porque o meio avante não fará muito por isso, Parreira montou um meio campo seguro e marcador, com um ou outro jogador mais avançado, dependendo do esquema.

Meio campo de marcação

Emerson - Devido a uma contusão burra num treino, ficou de fora da Copa de 2002, que foi campeã a nossa seleção. Joga na Juventus com todo o prestígio de um volante carrapato e recebeu o apelido de Puma da torcida. Talvez seja um exagero, talvez todo mundo pense que seria melhor um volante mais ofensivo, mas aí seria deixar a zaga desguarnecida e lembrando da nossa zaga desguarnecida, até eu que queria todo mundo jogando estilo salão no campo acho ele a opção mais segura, até porque ele marca bem, toca bem a bola e até apóia o ataque.

Zé Roberto - Eu nunca gostei dele. Mas de uns tempos pra cá, tive que dar o braço a torcer. Um jogador que atua como atacante no seu atual ex clube e tem a versatilidade de recuar e ser um bom volante que alterna com subidas de lateral esquerdo merece um lugar na seleção. Marca tão bem quanto ataca, toca bem a bola e acerta uns petardos no gol dignos de finalizador. Tive que reconhecer que a minha birra era só um reflexo do meu total desconhecimento do futebol. ele, ao lado do Emerson, vai segurar a bronca e viver na eterna dúvida: sobe ou fica?

Gilberto Silva - Volante competente, um dos responsáveis pelo meio defensivo do penta. Apesar de ter perdido a final da Champions League defendendo o Arsenal é um dos grandes responsáveis pelos Gunners terem ficado 996 minutos sem tomar gols. Hoje é um jogador experiente que pode garantir toda tranquilidade que o meio campo defensivo precisa para organizar a ligação.

Edimílson - Embora tenha se machucado na final da Champions League, tem lugar garantido com Parreira pela versatilidade. Atua tanto como volante como zagueiro, dando opções de mudança tática para o time. Tem qualidade técnica e afinco tático que lhe valeram convocação em 2002 e uma vaga na frágil defesa do Barça. Ele é a opção certa, apesar de eu ter preferência pelo Mineiro pela bola que anda jogando, mas parece que não tem lugar.

terça-feira, maio 16, 2006

Laterais. Podia ser pior.

Todas as coerências do Parreira a gente engole por causa desse setor. Se ele encasqueta de levar o Gustavo Nery a gente tá na roça. Apostando as fichas num esquema que usa 2 zagueiros e um time que joga quase todo pra frente, os laterais vão ter de arrumar fôlego pra ir e voltar, subir e descer, apoiar o ataque e impedir cruzamentos pra evitar as excepcionais saídas de gol do Dida. Excepcionais no sentido politicamente correto da palavra.

E aí vai.

Laterais e alas

Cafu - Lateral consagrado na seleção, tendo participado em 94, 98 e 2002, na última como o levantador da taça. Apesar da idade, corre muito, resta saber se tem o fôlego pra aguentar os 90 minutos. É o líder e capitão e apesar de chamarem o Ronaldo de presidente ele é quem coordena o time dentro de campo.

Roberto Carlos - Como acontece com algumas estrelas da seleção, não vive boa fase. Já é velho também e alimenta as mesmas dúvidas que o Cafu, com a exceção de que não acerta um cruzamento desde 2002. Preocupa também pelo longo tempo de selecão, pelo acômodo na poltrona de lateral esquerdo. Tem um nível técnico invejável, mas demonstrar não tem demonstrado muito não.

Cicinho - Come a bola. Fez excelentes temporadas no São Paulo campeão de 2005 e foi para o Real Madrid onde já atuou tanto no lugar de Beckham como do Michel Salgado, e, como é de se estranhar no Real, já atuou inclusive na sua própria posição. Corre, dribla e cruza com habilidade. É um reserva de luxo para Cafu que atende à coerência de Parreira, porque é versátil e cobre espaços no meio, virando um ala de apoio ao ataque. Corre o mesmo risco de Roberto Carlos: mais ataca que defende e, no bom sentido, vive tomando bola nas costas. Poderia ter sido pior se o Beletti fosse o escolhido.

Gilberto - Dos males, o do meio. Poderia ter sido pior com o Gustavo Nery. Mas poderia ter sido melhor com o Júnior ou o Serginho, ambos em ótima fase. O critério do Parreira nessa decisão foi estranho. Mas Gilberto é um jogador experiente que joga no Hertha Berlim tanto de lateral como volante e ala. É rezar para o Parreira estar certo.

Zaga...veja bem.

Veja bem. Escalar zaga num time que joga pra frente é sempre um problema. Não à toa o Felipão jogou com 3 zagueiros a última Copa. Como o Juan mesmo disse em entrevista ao Trivela.com, em uma seleção que joga toda pra frente alguém tem que levar o ferro lá atrás. Dessa vez temos Parreira, já ele um zagueiro dentro de campo. Mas qualquer que seja o set da zaga eu vou temer. Vamos aos senhores.

Zaga

Lúcio - Faz sucesso na Alemanha. É um bom zagueiro, apesar de atabalhoado, marca bem e tem raça. Entende do jeito de jogar europeu, o que sempre impediu os treinadores de levarem zagueiros que atuam no Brasil como primeira opção. Esqueçamos aquela entregadinha para o Owen em 2002. Apóia bem o ataque nos escanteios e não são raros os gols. Dá medo perto de jogadores mais habilidosos no time adversário, mas vai ele.

Juan - Nosso outro priulão na zaga titular. Tirou a vaga do Roque Júnior, que voltou de contusão e mesmo jogando não vai por problemas adversos além da contusão. Diferente do Lúcio, tem mais técnica, menos força mas sabe sair jogando, conta com o 0,2% a mais de habilidade que faz a diferença. Sério e confiável, nunca fez uma lambança oficial com a amarelinha. O mais bem cotado.

Cris - O ex zagueiro do Corinthians e do Cruzeiro é a "surpresa". Nome quase certo na Copa de 2002 e que ficou de fora na última hora, Cris tem a sua chance. Jogando bem no Lyon e com o nome em alta conta no Milan, ele é o nome novo, apesar de já ter sido relacionado outras vezes por Parreira. Eu acho meio briguento, meio chiliquento e num jogo catimbado e violento pode complicar, mas é um bom nome pra zaga. Não tão sério quanto Lúcio e Juan, mais emotivo pode dar um gás num jogo tenso. Mesmo assim eu acho que o seu sucesso no Lyon na verdade é do seu companheiro, do Caçapa. E eu levaria o Caçapa. Mas que técnico leva gente com nomes sugestivos assim hoje em dia? Se não o Caçapa eu levaria o Alex, do PSV. Anda jogando muito e é forte e seguro.

Luisão - Boas atuações pelo Benfica e pela seleção lhe valem a vaga. Autor do primeiro gol de empate da Copa América contra a Argentina e dono de uma das melhores histórias dessa competição, quando depois de uma rachada de cabeça caiu meio desacordado, se recuperou e voltou a jogar. Quem avisou foi o Juan: "o Luisão não tá bem. Tá perguntando quanto tá o jogo, onde é o vestiário...". Luisão foi levado ao hospital acompanhado do fisioterapeuta Rosan, que ouvia o jogo pelo rádio e avisou Luisão que o Brasil tinha ganhado a final da Argentina. Luisão solta: "Legal. E agora vamos jogar contra quem?". Histórias à parte, vai o Luisão como boa opção para o banco.

E o assunto vira a amarelinha.

Quase duas semanas antes do começo da Copa, os clubes ficam em segundo plano. E pra pitaquear sobre seleção, como já foi feito aqui eu vou tecer meu humilde comentário. Posição por posição. Lembremos da boa e velha coerência do professor Parreira, capaz de repetir 94 em nossos corações. Para o bem e para o mal.

Gol

Dida - Terceira Copa. Chegou a vez do garotinho, apesar da má fase e de frangos, que, na boa, acontecem. Vestiu a camisa da seleção, acho que desce o espírito. Pega pênaltis como ninguém e isso nos tiros curtos da Copa faz falta. Em baixo do gol já operou milagres e usa da cara feia pra intimidar, o que, depois da passagem do Amaral pelo futebol tivemos de dar o braço a torcer que é um efeito de marcação louvável. Pena o Marcos não estar em forma. Acho o goleiro ideal, mas o tempo de convivência com o Podrinho, no Palmeiras deu caca.

Rogério Ceni - Tanto fez, tanto fez que foi. Passa por ótimo momento, pegando muita bola, jogando jogos de excessiva pressão e acabou tirou a suposta vaga de reserva de Marcos, que acho eu disputava titularidade. Se é pra levar pra fazer número, pode complicar se precisar. Não tem bom relacionamento na CBF, mas tanto ele como Parreira parecem ter decidido esquecer. Bela atitude de Parreira, exemplar. Vamos ver se Rogério faz igual e não tenta desequilibrar as já estabelecidas lideranças da seleção, porque ele mesmo só sabe jogar sendo líder. Ainda acho que deixa a desejar em baixo do travessão, mas sai do gol como nenhum outro e ainda vira líbero, além das reposições de bola rápidas e precisas. Cresce em partidas decisivas e defende bem bolas paradas, além de ser recurso para bater pênaltis. Mas não vai entrar.

Julio César - Seu procurador é filho do Zagallo. Capisci?

segunda-feira, maio 15, 2006

Parreira 98% certo

E foi dada a largada. Parreira falou hoje a lista dos que vão em busca do hexa. Um técnico mal-humorado, parecendo que sem muita vontade de estar ali, indicou os 23 jogadores brasileiros que disputarão a copa do mundo. Como todos já sabiam sem nenhuma surpresa, a não ser a presença do Cris no lugar do machucado Roque Jr. Preferia o Alex, Caçapa, até o Edmilson, pois assim uma vaga no meio seria liberada. Agora a grata surpresa foi a ausência de Gustavo Nery. Nem tanto pela convocação do Gilberto, mas sim por ficarmos tranquilos caso o Roberto Carlos não possa jogar. O Gustavo é um fraco jogador e uma fraca pessoa. Seria capaz de cometer uma besteira e prejudicar o Brasil em qualquer jogo que seja. O Gilberto é bom jogador, mas Junior e Serginho, principalmente, estão à frente dele. Para o meio foram chamados o jogadores que já estavam previamente convocados, E infelizmente isso aconteceu, uma vez que Ricardinho vai pra Alemanha. Ele não merece estar lá. Não foi capaz de colocar a bola embaixo do braço e chamar a responsabilidade contra o River Plate. Não faz nada mais que não seja um passe pro lado. É fraco até para o grupo. Para o lugar dele tem o Alex, que está comendo a bola na Turquia. Até o Julio Batista joga mais bola que o meio-campo do Corinthians. Mas enfim, o Parreira confia nele. Agora nos resta torcer para que dê certo.
Meu time pra jogar a Copa teria alguns jogadores que não estão nessa lista, mas agora são esses que vão. Então aqui vai meu time com os jogadores que temos. Dida, Cicinho, Lucio, Juan e Roberto Carlos; Emerson, Edmilson, Zé Roberto e Kaká. Ronaldinho e Ronaldo. Podem me achar maluco por descartar o quadrado mágico. Mas desse jeito o meio ficaria mais consistente, dessa forma Kaká e Ronaldinho não precisariam marcar. Jogariam como no Milan e no Barça, livres para atacar. É um time forte na marcação, mas totalmente habilidoso na frente. É só deixar Kaká e Ronaldinho à vontade que o Brasil chega forte. E o Ronaldo, apesar da má fase, seqüência de contusões, confio nele. Esse sim decide.

sexta-feira, maio 12, 2006

Tango on.


Como eles dizem, se errar o passo, Tango on. Foi o que aconteceu com o Corinthians na semana passada. Atrasado, eu sei. Sofrer uma derrota em pleno Pacaembu não me deixa mentir: o Corinthians nunca teve um time. Prova disso é a verdadeira fotocolagem que é esse time.

Perdeu por 3 x 1 de um River pra lá de esforçado e fica a ver navios novamente na Libertadores. Depois, a pancadaria generalizada foi o caos. São pessoas que não tem mais nada na vida e trazem à tona problemas de uma sociedade enferma no último álamo destruído. O Corinthians arrasta torcedores religiosos que utilizaram de forma grotesca o futebol como ópio e tiveram a verdadeira bad trip.

Ali estiveram torcedores que exaltaram seus salários de fome, a porrada da polícia em cada geral que o cidadão toma, a falta de oportunidade e uma caralhada de coisas que fazem com que ele faça do Corinthians sua última esperança. A má notícia para esses cavalheiros é que os jogadores do seu time não dão a mínima pra isso, porque todos ganham muito bem, obrigado e mal conseguem se entender num treino, sem nenhum compromisso de grupo.

Aí vem junto com a derrota na Libertadores a proibição do uso do Pacaembu e a provável e merecida suspensão de competições internacionais. Paradoxo instalado: o time mais internacionalizado de todos está preso à Fazendinha. Lições? Talvez poucas, mas nosso amigo Kia já entendeu que tirar o pé da cozinha é, como estou acostumado a dizer aqui, uma cagada. Então talvez seja hora de fazer caixa e vender Tevez, negociação dada como certa. E também contratar um velho conhecido: Geninho. Na minha opinião, depois da contratação de Nilmar e Sílvio Luiz, a última contratação para constituir a tríade capenga de acertos da direção alvinegra.

O futuro o que será? Eu dou meu pitaco: Enquanto não construir os 4 homens de trás, pode vir o Ronaldinho Gaúcho que não tem correção. A direção tem que decidir se monta um time ou um evento com plano de mídia e venda de cotas. Eu ri, não posso negar e comemorei a derrota para o River, afinal, ainda sou torcedor. Mesmo que meu time também tenha sofrido na Argentina uma derrota que pode sair cara.

sexta-feira, maio 05, 2006

Arbitragem vira estrela duvidosa.

Que a arbitragem é tema duvidoso ninguém duvida. Depois dos episódios memoráveis do Edilson Pereira, ainda tivemos que ver o Brasileirão ser manchado com a absoluta cagada do Márcio Rezende, não dando o pênalti de Fábio Costa em Tinga, na partida entre Inter e Corinthians no ano passado, valendo a primeira colocação do campeonato brasileiro. Todos também se lembram da oooooutra cagada do mesmo árbitro na final do Brasileiro de 95.

Por trás dos árbitros


Algo me diz que culpar apenas árbitros seja ingenuidade. Os esquemas estão aí, é quase público o caso de que a velha Parmalat enviava malas de presentes para os árbitros antes de começarem os campeonatos. Mas quem escala os árbitros está, como diz a galera, muito doido. Escalar o Márcio Rezende pra apitar aquele jogo do Corinthians e Inter era cagada. Há árbitros que tem envolvimento pessoal com jogadores e/ou comissão técnica, seja de amizade, inimizade e atritos e, porque não, negócios. O mesmo erro foi cometido quando escolheram o árbitro da partida Palmeiras e São Paulo desta quarta feira.

Wilson de Mendonça de Souza


No jogo desta quarta escalaram o pior árbitro para se escalar na semana: O Wilson tinha sido suspenso do Campeonato Brasileiro por não permitir um jogador do Fluminense de jogar com uma máscara, mesmo estando de acordo com a lei. Por isso foi punido e afastado por 3 semanas. Tudo que ele não podia fazer era apitar um clássico tensíssimo como esse. Mas alguém o escalou. Porque? Não sei. Mal intencionado? Acho que ele joga por si mesmo, porque seu preciosismo o fez cometer erros banais e estúpidos.

A começar pela falta de critério. Aloísio recebeu um cartão amarelo e Marcinho Guerreiro que estava mais guerreiro que o regulamento permitia. Até aí, um erro que estamos acostumados a ver e mal nos incomodamos. Então ele erra em critério de faltas, marca uma falta invertida que origina o gol de empate do Palmeiras, que segundo outros árbitros comentaristas foi ilegal porque Washington empurrou Fabão. Revoltante, mas até aí, a visão do bandeira estava prevalecendo. Ok. Depois de fazer lambanças de todas as sortes, do tipo de marcar impedimentos inexistentes e faltas de ataque também inexistentes de Washington e Aloísio. Então ele dá e retira o cartão amarelo de Josué, completamente fora do contexto do jogo.


Seu acerto foi ao expulsar Leandro, lógico, nada mais natural. Então, ao armar ele mesmo o contra ataque tricolor ele erra de novo. Porque bateu na bola? Se posicionou mal? Erros comuns, absolutamente compreensíveis, mas na altura do jogo já era demais. Depois do tackle de Correa que Júnior escapou, veio o atropelamento de Christian. Nessa hora, eu mesmo pensei que ele não ia dar pênalti, por pensar que como ele pensa tanto em si mesmo, ele jamais iria querer se prejudicar naquele tempo do jogo. Afinal, ele não deu um pênalti semelhante do Wendel ao que o Souza cometeu no primeiro jogo e gerou tanta polêmica. Mas não, ele surpreendia a todo momento. Pagou o preço da polêmica para aparecer novamente. Pênalti marcado, batido e ele, novamente para atrair notoriedade anula a cobrança. Compensação? Arrependimento? Rogério não quis nem saber. Enfiou uma bomba alta. 2x1. Jogo quente, cheio de pancadaria e então ele marca o recuo. Altamente duvidoso. Naquele momento?! Ele só podia estar querendo por pimenta. Se divertindo, talvez. Rogério é um goleiro experiente que não faria essa cagada. Será? Tava marcado.

Rogério catimbou. Segurou a bola. A vantagem era tricolor e o tempo e o maior número de jogadores apressavam o Palmeiras. Para igualar, Rogério fez o certo. Cavou uma briga, Paulo Baier, como um recém saído dos juniores caiu e bateu, na bola. Então Rogério Ceni virou Rogério Cena e caiu, rolou, a briga estava instalada e Baier expulso. O São Paulo conseguia ao melhor estilo de Libertadores seus objetivos, quando substituiu Júnior às pressas por Ed Carlos, zagueiro e aí o São Paulo defendeu.

Jogadores

Se todos os jogadores tivessem a postura que possuem Mineiro, Josué e Sérgio, hoje talvez as coisas fossem mais decididas na bola. Acontece que jogadores com medo das próprias limitações ou com sonhos sobre suas próprias habilidades acabam soltando as pérolas polêmicas, dignas de pessoas sem instrução profissional. Edmundo continua burro de responder às provocações de Souza, abusado e talvez consciente do que diga, mas ainda abusado. Júnior, impressionantemente ingênuo, Rogério arrogante, Lugano excessivamente hostil, os novatos do Palmeiras respondendo às provocações...parece que são inimigos. Só o Amoroso que fazia conscientemente as provocações para se motivar e não para provocar. O resto vive falando demais.

Fim do jogo. Polêmica pra tudo que é lado. Na minha opinião foi pênalti. Mas até aí, o jogo poderia ter sido mais jogado e menos discutido caso o árbitro passasse a liderança que o cargo lhe oferece, mas que nem sempre um profissional desses exerce com justiça. Faz tempo que o futebol está nas mãos deles. E a Fifa querendo manter o "fator árbitro", evitando medidas tecnológicas e punições severas, escolhas fundamentadas e não "sorteios". Porque então, talvez, a Fifa, as confederações e as federações percam sua voz ativa pouco nobre na decisão dos resultados. Jogadores continuam ganhando suas pequenas fortunas. Torcedores sofrem. Só a gente mesmo.

quinta-feira, maio 04, 2006

Palmeiras x São Paulo

Quero me utilizar desse espaço para fazer considerações gerais sobre o jogo, os times e Rogério Ceni.

A começar pelo goleiro. O Rogério Ceni provavelmente será convocado, mas pra ficar no banco. O cara é bom, mas ainda tem atitude de moleque. Já que ele idolatra tanto o Zetti (um goleiro impressionante), devia ter ouvido e assistido melhor o cara jogando. Nenhum técnico quer um goleiro esquentadinho e mala, que fica fazendo graça. E se ele pega aquela bola recuada na frente da área, aos 47 minutos, na final da Copa do Mundo? E aí? E outra, pra quê segurar a bola e catimbar o jogo daquele jeito? O Brasil inteiro viu que o Paulo Bayer bateu na bola, e ele caiu no chão com a mão na orelha. É bem triste a atitude dele... na verdade, triste pra ele...vai ser pra sempre o eterno Goleiro do São Paulo.

Mais triste que o Rogério, foi o jogo como um todo. O número de faltas foi ridículo. Parecia uma pelada. Enquanto existirem jogadores como o Lúcio, o Palmeiras não merece ganhar nada. O time é ridículo, e os dirigentes têm que enxergar isso e fazer alguma coisa. Enquanto isso, que continuem no limbo, com zero pontos no Brasileiro e afundando cada vez mais. Agora, que o 2º gol do São Paulo foi patético, por favor são paulinos, não discutam... O juíz armou o contra-ataque pro São Paulo. Beleza, tá na regra, mas acho que ele deveria ter a humildade de assumir o erro e não marcar o pênalti (que pra mim, não foi), ou parar o lance no pulo que o Corrêa deu pra tentar parar a jogada fora da área. Acho que isso se confirmou pois ele mandou voltar o primeiro pênalti, sem nenhum motivo. Tenho certeza que foi pra se redimir da lambança que ele fez. Mas infelizmente não adiantou nada. O Rogério (apesar de tudo) sabe bater na bola como poucos. E por falar em bater na bola, os batedores do Ipatinga foram incríveis. TODOS bateram os pênaltis com uma precisão impressionante. Daqueles que o goleiro precisa pular um dia antes pra alcançar. Incrível mesmo!

Agora, na minha humilde opinião, se o São Paulo jogar desse jeito contra qualquer time vai tomar um sabão. Digo isso por que quase perdeu do Palmeiras, que está em decadência. Tudo bem, tudo bem, clássico é clássico, mas sei lá...e é claro que os são paulinos jamais vão admitir isso...eles estão cegos.


E o Palmeiras...tsc tsc tsc...se continuar assim, perde até do time dos meus amigos do futebol de terça feira...

terça-feira, maio 02, 2006

Vai saber...


A Libertadores traz duelos irrepreensíveis nessa semana. Na quarta, São Paulo x Palmeiras. Na quinta, Corinthians x River Plate. Momentos e fases à parte, os jogos são nada previsíveis. Isso porque o principal fator do futebol está em jogo: a responsabilidade.

A responsabilidade derruba time grande e eleva time pequeno. Consagra time preparado e trái time topetudo. Na verdade, a injustiça que o campeonato de pontos corridos corrigiu, apagou esse fator. Justiça e responsabilidade, na verdade, são díspares no futebol, diferentemente do resto dos contextos, o que talvez faça do futebol o futebol.

Tricolor x Alviverde

É essa responsabilidade que trará a boa e velha hora da verdade: São Paulo mostra se tem essa banca toda que anda pondo, mesmo que ingenuamente e sem sentido de provocação, mas por um excesso de crença no próprio trabalho. Palmeiras mostra se, bom, mostra finalmente do que é capaz. O momento é o pior, mas é nessas horas que a responsabilidade costuma traquinar no futebol. O São Paulo pode sofrer das principais causas de acidente de toda natureza: o excesso de confiança. Aqui fica o duelo do certo contra o duvidoso. E no futebol...

Timão x River


Aqui tenho que retificar uma opinião anterior: Corinthians entra como candidato à final. Foi um escorregão palpitístico da minha parte. Tudo que o Corinthians precisa fazer é um gol. Um gol. Desses que artilheiros tem de monte. E que talvez 10 jogadores de linha achem muita, muita...responsabilidade. O River é argentino. Defende vantagem e não precisa ser sábio nem o Tostão pra saber que jogará no contra-ataque. E, bom, em se tratando de argentinos, defender é uma ação de instinto. Violentamente, como conhecemos. E de responsabilidade, acho eu, argentinos entendem melhor que brasileiros. Mas aqui, nesse recorte, ficará o duelo entre o a garra e a violência, não necessariamente nessa ordem ou até mesmo uma em cada time.

Vai saber...

Eu não sei, nem posso chutar o que vai acontecer. Ali é coisa de dia, de quem acordou bem, de quem escovou o dente direito, de quem comeu melhor. E depois, nas quartas, vai pegar fogo. Libertadores é competição de responsabilidade, onde meio a zero é goleada.