Criadores de luxo.
São eles os responsáveis por não serem tão responsáveis assim. Para criar as jogadas, chegar ao ataque, cobrir espaços na marcação e até mesmo fazer macaquices em jogos ganhos, Parreira não teve do que reclamar. Com alguns dos melhores meias do mundo, sendo um deles o melhor jogador do mundo, a unanimidade é tanta que nem dúvida gerou. No setor menos carente da seleção na história, talvez esse seja um dos mais ricos. Mas Parreira é Parreira, e onde caminha tem seus meios bizarros e apronta as suas. Vamos a eles.
Meias ofensivos
Kaká - Certamente um dos melhores meias em atividade. Ninguém tem dúvida do seu lugar na seleção: arma, corre, marca, ataca e chuta com perfeição. Para armar jogadas junto com Ronaldinho Gaúcho e deixar os atacantes na cara do gol, ou pelo menos perto dele. Kaká atingiu uma maturidade tanto física, quanto técnica e emocional que ajuda a fazer aquilo que confunde qualquer sistema defensivo porque ele, junto com o resto ofensivo da equipe também é referência de finalização. Em qualquer pé que a bola caia no meio, está o perigo.
Ronaldinho Gaúcho - Apesar de dispensar apresentações, o melhor jogador do mundo ainda não fez uma partida na seleção com a liberdade com que joga no Barcelona. Não que isso seja um impedimento para seu rendimento, mas certamente ele tem uma soma de tarefas maior que as que possui no Barça. Mesmo assim, considero o esquema do Parreira interessante porque apesar de não dar velocidade e liberdade suficiente para seu talento, é mais que provado que ele não precisa de espaço para jogar. Isso deve atrair marcadores para ele e liberar os atacantes, ou então, sobrecarregar a marcação na defesa adversária e aliviar o nosso sistema defensivo. Numa mudança de esquema, sem pressionar ofensivamente, é o principal jogador para o contra ataque. Não seria tão pecado dizer que fica fácil ser técnico.
Juninho Pernambucano - Fez o Lyon 7868765788 vezes campeão da França, é ídolo absoluto na terra de Zidane e bate faltas milimetricamente como Rogério Ceni e Ronladinho Gaúcho, mas talvez com mais potência que o primeiro e mais regularidade que o segundo. Organizador exímio do meio campo, prefere a posição de volante mas a modéstia não impede que seja um meia ofensivo de muita qualidade. Tem a famosa versatilidade que Parreira gosta e que combina com a não menos famosa coerência do professor. Juninho pode entrar no lugar de um dos volantes e dar qualidade à criação sem deixar muito deficitária a marcação de meio campo. Um reserva de dar inveja em muito titular.
Ricardinho - Aí é que Parreira apronta, na minha opinião. Pode-se dizer que o lugar dele é nos meias de marcação e que o Zé Roberto é nos meias ofensivos, mas acho que a idéia do Parreira era a de utilizar o Ricardinho como coringa, então preferi segmentar aqui. Pode dizer que ele é o homem de confiança do Parreira, pode dizer que ele cadencia o jogo bem, pode falar o que quiser, mas por dois critérios, momento e qualidade, ele perde de longe para Alex que ninguém sabe direito porque Parreira não gosta. Todo mundo sabe que Ricardinho é desagregador, caçador de assunto, criador de caso. É um ótimo jogador, mas não passa por fase boa e muito menos é melhor que Alex. Longe de mim, mas se o Gaúcho se machuca, quem entra no lugar dele? O Ricardinho? Ficaria mais tranquilo com o Alex.

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