O Genial 3-7-0.
Provavelmente, quem ligar a TV ou comparecer ao Morumbi na noite de hoje no jogo entre Internacional e Corinthians vai ver um revolucinário esquema tático. Ou será sistema?
Eis que o futebol moderno produziu um efeito fantasma nas equipes. A exigência física, o ritmo de jogo intenso, as contusões, convocações, lesões, multas, indisciplinas e agenda de jogos sempe lotada fez com que os reservas sejam praticamente titulares e os titulares sempre obrigados a ficar na reserva. Sempre foi assim, claro, mas hoje o turn over está a todo vapor.
Assim acontece com o Corinthians, que já não é uma beleza de planejamento e organização. Pela Copa, Mascherano e Ricardinho desmantelaram o meio campo e Tevez o ataque. Nilmar, por contusão, ajuda a desfazer o setor ofensivo e Carlos Alberto, por um misto de indisciplina, multa e lesão, completa o abismo do meio pra frente, sem contar Rafael Moura, suspenso pelo terceiro amarelo, o mais normal.
Com isso, o Timão que já não tem defesa fica também sem ataque. E o melhor de tudo, contra um dos favoritos ao título. Exceto pela ausência de Rafael Sóbis, o Inter vem com força titular. Aí é que Geninho pode fazer justiça ao nome ou inustificá-lo. Um pouco por necessidade e um pouco por criatividade, desenvolveu o 3-7-0. No Corinthians, 3 zagueiros nunca é demais. 7 homens de meio campo congestionando e se revezando no ataque, com subidas esporádicas e surpresas, além da estréia decadente de Marcelinho Carioca.
Pode ser genial, revolucionar o futebol moderno, uma nova laranja mecânica. Pode também ser um fiasco. Algo me diz que na atual situação, o 370 está sendo colocado em campo no momento errado, sob pressão, com os jogadores errados e assim não deve render muitos aplausos. Mas, veja só, imagina a seleção brasileira no 3-7-0? Genial.

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